O que eu olho primeiro no gráfico — e não é o candle

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Tem uma pergunta que recebo direto nas aulas ao vivo:

“André, qual é a primeira coisa que você observa quando abre o gráfico?”

A maioria espera que eu diga: “Eu olho o candle, topos e fundos, o volume da última barra…”

Mas deixa eu te contar a verdade:

A primeira coisa que eu observo no gráfico não é o candle ou topos e fundos. É o contexto.

Porque antes de pensar em entrar, eu preciso entender em que tipo de ambiente estou operando.

Candle fora de contexto é ruído disfarçado de entrada

Você pode ver um candle lindo de reversão, com sombra, corpo firme, volume interessante… Mas se ele está no meio de uma lateralidade, contra uma tendência clara ou sem suporte institucional por trás, ele não significa nada.

É como ver uma placa de “Pare” no meio do deserto. Ela até chama atenção. Mas não tem função real.

É o contexto que dá valor ao candle — e não o contrário.

O que eu olho primeiro (e todos os dias) ao abrir o gráfico

Tendência maior (Gráfico semanal)

  • Estou contra ou a favor da direção principal?

Zonas de preço relevantes (Gráfico diário)

  • Onde estão os suportes, resistências, zonas de congestão anteriores?

Ativo está em fase de expansão ou consolidação? (Gráfico diário)

  • Mercado está empurrando ou respirando?

Força relativa

  • Esse papel está se comportando melhor ou pior que o setor/índice?

Só depois de entender isso tudo, eu olho o candle, topos e fundos e o gráfico de menor período.

Por que isso muda tudo na qualidade dos seus trades

  1. Você evita entradas bonitas, mas totalmente fora de contexto.
  2. Você começa a operar a favor da estrutura — e não contra ela.
  3. Você para de agir no impulso de um candle isolado.

É aí que o setup deixa de ser loteria e vira parte de uma leitura consistente.

Como aplicar isso no seu dia a dia (mesmo com pouco tempo)

Se você tem pouco tempo, mas quer começar a melhorar sua leitura, faz o seguinte:

  1. Escolha um tempo gráfico maior e defina a direção principal do ativo.
  2. Trace as zonas mais relevantes (resistência, suporte, topos e fundos próximos).
  3. Avalie o volume acumulado da semana.
  4. Veja se o papel está mais forte ou mais fraco que o índice.
  5. Só então abra o gráfico de 60 minutos.

E aí sim, avalie o movimento de topos e fundos. Mas dentro de um enredo técnico real.

Conclusão: quem opera candle sem contexto opera ruído com convicção

Se você quiser operar com mais consistência, não adianta buscar o candle mágico. Precisa buscar a leitura completa.

Contexto, estrutura, direção, fluxo. Aí sim, o candle vira entrada válida — e não armadilha com aparência técnica.

Nos vemos no mercado.

André Moraes

Analista de Investimentos

Chairman do Trade ao Vivo e BFR Investimentos

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